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Carlos Lourenço de Habsburgo (Valladolid, 8 de Julho de 1545 — 24 de Julho de 1568), morto em Madrid, foi Príncipe das Astúrias, filho de Filipe II de Espanha e da sua primeira esposa, Maria Manuela, fiha de João III de Portugal. Carlos enlouqueceu e acabou se suicidando em uma cela, onde fora preso por seu pai, depois de ter tentado matar a madrasta, Isabel de Valois, por quem dizem que o infante era fortemente apaixonado. Teve uma morte misteriosa. Desde cedo, precária saúde física e sobretudo mental. Caprichoso e cruel. Enviado à Universidade de Alcalá de Henares com o tio Don João de Áustria e o primo Alexandre Farnese, consta que teria o cérebro ressentido por ter ali caído em 1562 de uma escadaria, dizem que quando perseguia uma criada jovem... Praticaram uma trepanação na ocasião. Para melhorar sua saúde introduziram-lhe na cama o corpo incorrupto de frei Diego de Alcalá, e como melhorou, o pai acelerou no Vaticano o processo de canonização do hoje San Diego, patrono da cidade de Alcalá de Henares. De extravagantes caprichos com mostra de violência. Durante a adolescencia que se rodeava de crápulas, tratava mal os cavalos, mandou um sapateiro comer diante dele botas que considerou mal feitas, atirou um pagem por uma janela e atacou com faca ministros do pai. Noivo de Isabel de Valois, de 14 anos, com quem, depois do Tratado de Cateau-Cambrésis de Abril de 1559 casou o pai, que tinha 32 anos, recusado por Isabel I de Inglaterra. Conspirou mais tarde contra o pai, que, impaciente com os escândalos do degenerado filho, mandou prendê-lo em 18 de janeiro de 1568 no Alcázar de Madrid, para impedir sua fuga; morreu talvez envenenado.
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