Reino de Granada.html

 
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Alhambra, centro do poder do Reino de Granada
Alhambra, centro do poder do Reino de Granada

O Reino de Granada foi uma unidade política que existiu na Península Ibérica entre 1238 e 1492. Incluía as actuais províncias espanholas de Granada, Málaga e uma parte das províncias de Sevilha, Córdova e Jaén.

As origens do reino de Granada encontram-se no desmembramento do império dos Almóadas perante o avanço das tropas castelhanas. Em 1232 Muhammad I ibn al-Ahmar (que governou com o nome Muhammad I entre 1232-1273) declarou-se sultão e tornou-se o fundador da dinastia dos Nasridas, que governaria o reino de Granada. Este rei ordenou a construção do Palácio da Alhambra onde se instalou com a sua corte.

Em 1246 Muhammad I declarou-se vassalo do rei de Castela Fernando III. Através deste pacto de vassalagem o rei compremetia-se a ajudar os cristãos na conquista de Sevilha em troca da protecção castelhana. Apesar disso, os cristãos continuaram a exercer pressão militar sobre Granada, o que motivou Muhammad a pedir ajuda aos Merínidas do norte de África.

Os primeiros contingentes de tropas merínidas estabelecem-se em Granada durante o reinado de Muhammad II e ajudam a repelir os castelhanos. Ali permeneceram até à Batalha do Salado (1340), quando derrotados pelos cristãos se retiram definitivamente para o norte de África.

Para além de lutas internas (conspirações, rebeliões, guerra civil em 1427) e de falta de apoios do mundo árabe, Granada, apesar de conseguir suster alguns avanços de Castela e obter algumas tréguas, não conseguiu reestruturar-se internamente e começou a ceder aos ataques cristãos.

Ainda desencadeou um contra-ataque entre 1433 e 1440, recuperando praças de Castela, mas a partir daqui a história de Granada foi de defesa contra Castela, bloqueios económicos, tréguas e devolução de cativos, até ao golpe final dos Reis Católicos, a 2 de Janeiro de 1492, quando a conquistaram ao rei Boabdil.

No século XVI, apesar do embelezamento e da valorização cultural da cidade e da região pelos espanhóis, ainda havia, na minoria mourisca, sentimentos saudosistas do antigo reino nazerí, como nos levantamentos nas Alpujarras, último foco de resistência árabe.

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